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sábado, 2 de fevereiro de 2013

Confronto dos deuses: Hades

O programa "confronto dos deuses" (crash of god´s) foi exibido pelo canal History channel. É um programa voltado para mitologia. No video abaixo esta o capitulo referente ao deus dos mundo inferior Hades. O video é muito grande por isso esta dividido em partes, nele são mostrados os seguintes mitos e historias:

- Mito de Deméter e Persefone
- Explicação sobre o mundo dos mortos grego
- Explicação sobre dois personagens do mundo inferior o cão Cerberos e o barqueiro Caronte
- Mito de Orfeu e Eurydice
- Mito de Sisifo

Parte 1
 

Parte 2
 

Parte 3



Escrito por Calios, filho de Deméter

O mundo inferior e seus habitantes


O Hades, assim denominado o mundo dos mortos grego, é um territorio vasto e sombrio governado pelo deus Hades (o qual de seu nome se denomina também o nome de seus dominios). O conceito de mundo dos mortos para os gregos era diferente da visão crista, pois o Hades tem em si territorios correspondentes ao paraiso, inferno e purgatorio cristãos.

O Hades é divido em trés grandes areas. A primeira delas é o Erebo, uma região vasta aonde ficam as almas da maioria das pessoas que não foram nem "boas demais" nem "crueis demais" assim elas vagam eternamente como zumbis, sem personalidade e sem identidade, meras sombras do que um dia foram seres humanos. Esta região representa o purgatorio cristão. O local correspondente ao inferno é o Tartaro, um abismo profundo aonde os deuses olimpicos aprisionam seus piores inimigos.

O ultimo e mais invejado territorio do mundo dos mortos são os jardins Elisseos (correspondem ao paraiso) este é um local completamente diferente, lá a felicdade e paz, as almas que vivem ali são de pessoas muito estimadas pelos deuses, normalmente grandes herois e heroinas vão para os jardis Elisseos apos a morte.

É importante falar mais detalhadamente dos habitantes do mundo inferior, a grande maioria deles esta lá contra a vontade, centenas de milhares de almas que vivem em uma angustia eterna vagueando pelo Erebo ou sofrendo terrivelmente no tartaro, como dito alguns poucos chegam aos jardins Elisseos. Todos os dias o mundo inferior recebe mais e mais habitantes, nos tempos de guerras então, este numero é bem maior...

Os principais e mais importantes residentes do mundo inferior porem são, em primeiro lugar o rei do mundo inferior, senhor absoluto do mundo dos mortos, Hades. Caronte é outra figura importante e com um papel fundamental, é ele quem transporta os mortos pelas travessias dos rios infernais, uma figura sombria e esqueletica. Deuses menores como Hypnos e Tanatos também residem no mundo inferior juntamente com o cão Cerbero. um gigantesco cão de tres cabeças guardião do mundo inferior, um ser temido por todos, embora tenha sido abatido e capturado por Hercules. O heroi enfrentou o monstro de mãos vazias, e venceu.

No tartaro residem os hospedes de honra do Hades, estão entre eles os titãs derrotados na primeira guerra entre eles e os deuses olimpianos. Humanos que desagradaram os deuses também residem no Tartaro dentre eles esta Sisifo, um mortal que enganou a morte não apenas uma, mais duas vezes. O deus Hades o puniu com uma severa tarefa a qual ele deveria realizar por toda a eternidade: carregar uma pesada rocha ate o cume de uma montanha, ao fazer isso ela rolava montanha abaixo e ele deveria recomeçar a tarefa.

Por ultimo uma das mais importantes residentes do Hades é Persefone a rainha do mundo inferior. Persefone é um caso curioso por ser uma personalidade que tem sua passagem temporaria no mundo inferior, ela passa suas "ferias de inverno" todo ano lã. Foi decidido em um antigo trato que Persefone ficaria o inverno no mundo dos mortos junto ao seu marido e o restante do ano com sua mãe Deméter e os demais olimpianos.



Escrito por Calios, filho de Deméter

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Retorno da Missão

E lá se vai mais um grande herói

Nas últimas semanas o blog "Os Doze Olimpianos" ficara em sono profundo, já que seu autor estivera em uma missão à Cólquida e não poderia de jeito maneira recusar, sendo de prioridade de sua mãe Olimpiana.

As notícias que voltaram pelos nossos 'hóspedes' sobreviventes não são de todo um agrado: nosso querido filho de Ártemis não retornara vivo, pois havia morrido em batalha. Infelizmente a missão não pode ser revelada, nem seus detalhes mais básicos; o que pode-se dizer é que ele fora o primeiro 'hóspede' deste milênio que derrotou a Quimera.

Dédalo, como se chamava o filho de Ártemis - cujo nome não gostaria que fosse revelado em vida-, deixou à mim, um filho de Hades, a missão de cuidar de seu diário Grego que chamava-se "Os Doze Olimpianos". O blog irá voltar à ativa, com a condição de que será um autor diferente - e talvez possa ter até mesmo mais de um autor: outros meio-sangues igual à mim-.

As postagens voltaram antes do solstício de inverno, caso não tenham percebido, isto significa que ficamos livres da ira de Perséfone (graças ao sacrifício que fez Dédalo: uma vida por outra vida). Por ser filho de Hades tenho livre acesso ao reino de meu pai, Dédalo está agora nos campos Elísios, provavelmente treinando com Aquiles para o caso de precisar voltar ao Olimpo.


No demais isto é tudo. Novas postagens iram ser colocadas amanhã, quando florescer a primavera e Perséfone subir à Terra.

☼                        (Apolo, como costumava desenhar o filho de Ártemis)
Ð                         (O Arco de Ártemis, como o nosso herói dizia ser)

Agradecendo à Compreensão, Filho de Hades...





Μετάβαση στην αγκαλιά του Άδη, γενναίος ήρωας. Αναζήτηση με Styx με Χάροντα, Ανεβείτε στο Elysian Fields και να συναντηθείτε με άλλους γενναίους πολεμιστές της φυλής του. Οι γονείς του Olympians περήφανη για σένα, ο γιος της Αρτέμιδος.

Μετάβαση στην αγκαλιά του Μορφέα, και να χαλαρώσετε με τη θεά της ειρήνης

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Elêusis


Elêusis (em grego Ελευσίνα) é uma cidade da Grécia Antiga onde se realizavam os Mistérios de Elêusis, que eram ritos de iniciação ao culto das deusas agrícolas Demeter e Perséfone. Eram considerados os de maior importância entre todos os que se celebravam na antiguidade. Localiza-se a cerca de 30 km ao noroeste de Atenas, capital da Grécia.
Seu nome tem origem no fabuloso herói Elêusis, que era considerado filho de Mercúrio e Daíra, filha de Oceano. Outros, porém, acreditam ser ele filho de Ocírroe.
Elêusis era uma cidade muito famosa para os gregos antigos, pois lá existe uma serra bem conhecida. Os gregos evitavam passar por lá, pois acreditavam em um mito sobre um monstro que lá vivia. Seu nome era Procusto, ou Procrusto. Ele era um vendedor de camas, e possuía mais de dois metros de altura. Como suas camas eram muito grandes, e seus clientes eram muito pequenos, Procrusto usava suas camas para esticá-los até servir o tamanho. Procrusto foi abatido pelo herói grego Teseu, que o enganou. Com essa enganação, Procrusto deitou-se em uma de suas camas, e Teseu usou a magia para prender Procrusto.
A cidade é hoje um subúrbio de Atenas, denominado Eleusina.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Rio Alfeu


Alfeu ou Alfeios (em grego: Αλφειός) é um rio da Grécia.
Na mitologia Alfeu era o nome do deus deste rio.
Como em seu curso, durante um certo trecho, tem caminho subterrâneo, acreditavam os antigos gregos que uma vertente dali saía, indo ter na fonte de Aretusa, na Sicília.
Segungo o mito, Aretusa, perseguida por Alfeu, foi escondida por Artemis que fez um caminho por baixo da terra, até atingir a ilha ao sul da Itália, onde a transmutou numa fonte. Em seu trajeto viu Perséfone, que havia sido raptada por Hades, deus dos Infernos, e mais tarde deu esta informação a Deméter, mãe da jovem raptada e que a procurava sem sucesso. Seguindo a ninfa, Alfeu criara este caminho mítico, que unia a hélade à sua colônia siciliana.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Teseu


Teseu (em grego: Θησεύς) foi, na mitologia grega, um grande herói ateniense. Corresponde, para a Ática, o que o dórico Héracles era para o Peloponeso. Seu nome significa "o homem forte por excelência".
Embora não haja registros históricos que provem indiscutivelmente que Teseu existiu, alguns historiadores supõem que ele governou Atenas entre 1234 a.C. e 1204 a.C., como consta na lista tradicional dos Reis de Atenas, conforme cálculos de Jerônimo de Stridon.
Seu pai, Egeu, era filho de Pandião II, e nasceu, assim como seus irmãos Palas, Niso e Lico, em Mégara. Pandião tinha sido rei de Atenas, mas foi expulso pelos metiônidas, filhos de Metion, e se refugiou em Mégara; quando o rei Pylas foi para o Peloponeso, Pandião II, casado com a filha de Pylas, se tornou rei de Mégara.
Os filhos de Pandião retornaram a Atenas e expulsaram os metiônidas, recuperando o reino para Egeu ou dividindo o reino em quatro, com Egeu com o poder supremo.
Egeu casou-se com duas mulheres, Meta, filha de Hoples e Chalciope, filha de Rhexenor, mas não teve filhos com nenhuma delas; temendo perder o reino para seus irmãos (Palas, Niso e Lico), Egeu consultou a Pítia, mas não entendeu sua resposta.
Na volta para Atenas, Egeu se hospedou em Trezena, cujo rei Piteu, filho de Pélope, compreendendo o oráculo, fez Egeu se embebedar e deitar com sua filha Etra. Na mesma noite, porém, Poseidon também se deitou com Etra.
Egeu pediu a Etra que, se ela desse à luz um menino, só revelasse ao filho quem era seu pai quando ele tivesse forças para pegar a espada e as sandálias que ele escondera sob uma enorme pedra. Depois disso devia ir em segredo até Atenas, portando a espada de seu pai e calçando suas sandálias.
Egeu teve de voltar a Atenas, para celebrar o festival Panateniense, onde Androgeu, filho de Minos, derrotou todos os competidores. Androgeu foi morto; segundo uma versão, Egeu enviou contra Androgeu o touro de Maratona, que o matou, ou Androgeu viajou para Tebas, para participar dos jogos fúnebres em honra a Laio, e foi assassinado pelos competidores. Quando a notícia da morte de Androgeu chegou a Minos, ele estava sacrificando às Graças em Paros, e jogou fora a guirlanda que usava e interrompeu a música das flautas, costume este que passou a ser adotado em Paros, nos sacrifícios às Graças, feitos sem flautas e guirlandas.
Nasceu um menino, que cresceu vigoroso e forte como um herói. Aos dezesseis anos seu vigor físico era tão impressionante que Etra decidiu contar-lhe quem era o pai e o que se esperava dele. Teseu ergueu então a enorme pedra antes movida por Egeu, recuperou a espada e as sandálias do pai, e dirigiu-se para Atenas.
Em sua viagem, chegou a Epiadouro, onde encontrou Perifetes, filho de Hefesto e de Anticleia. Perifetes, assim como seu pai, era coxo e usava sua muleta como clava para matar os peregrinos que estavam indo para epiadouro. Teseu matou-o com a sua própria muleta/clava e guardou-a como lembrança de sua primeira vitória. Teseu passou por várias outras batalhas, entre elas, batalhou uma vez com Sínis, gigante filho de Poseidon, que amarrava seus inimigos em um pinheiro e os arremessava contra rochas, envergando o mesmo até o chão. Teseu fez o mesmo com Sínis e prosseguiu em sua viagem.
Quando Teseu chegou em Atenas já era conhecido pelos seus feitos, mas o rei Egeu não sabia que ele era seu filho. Medeia já estava instalada no palácio real depois de fugir de Corinto após o assassinato de 4 pessoas, inclusive seus dois filhos. Medeia sabia da identidade do herói, mas não contou a Egeu e sim convenceu-o a matar o forasteiro, que poderia ser uma ameaça ao seu reinado. Colocou veneno no vinho e ofereceu ao visitante ilustre. Teseu tirou a espada para seu conforto à mesa e Egeu o reconheceu, evitando assim a sua morte. Medeia mais uma vez foi expulsa de um reino, só que desta vez voltou para a Cólquida.
Variantes do mito contam que Medeia mandou seu enteado na missão de capturar um touro bravo que vivia perto de Atenas, na planície de Maratona. Este touro seria o de Creta, do 7º trabalho de Héracles. Depois de morto o touro, foi feito um sacrifício para Apolo e, quando Teseu sacou da espada, foi reconhecido pelo pai. Na véspera da caçada uma senhora hospedou Teseu em sua humilde casa e prometeu um sacrifício para Zeus se ele voltasse vivo e vitorioso. Quando voltou para ver sua anfitriã, que se chamava Hécale, Teseu encontrou-a morta e instituiu um culto a Zeus Hecalésio para sua honra. Antes de virar rei, Teseu precisou enfrentar a sua própria fúria animal na forma de um touro. Este mesmo touro foi o responsável pelo encontro de Teseu com Ariadne, filha de Minos, o que pode ter sido o início de sua derrocada.
Ao tomar conhecimento de que seus primos, os cinquenta Palântidas, queriam tirar o trono de seu pai, Teseu resolveu acabar com eles. Os primos se dividiram para fazer uma emboscada, mas não adiantou muito, pois Teseu foi avisado pelo arauto chamado Leos. Conta-se que, depois da 'limpeza familiar', Teseu teve de se exilar por um ano em Trezena.
Para combater o touro de Creta, foi enviado anteriormente por Egeu, o jovem Androgeu, que era filho de Minos e sua esposa Pasífae, reis de Creta. Dizem que o motivo foi a inveja pelo desempenho do jovem nos jogos de Atenas. Como o jovem pereceu tentando matar o touro, seu pai Minos resolveu fazer uma guerra contra Atenas, da qual saiu vencedor. Uma variante do mito dá a morte de Androgeu por motivos políticos, pois este teria se unido aos Palântidas, que eram inimigos de Egeu. Minos rumou para Mégara com sua poderosa esquadra e logo partiu para cercar Atenas. Durante a guerra uma peste enviada por Zeus contra os atenienses provocou a derrota de Egeu, o que levou o rei Minos a cobrar uma taxa a cada nove anos. A taxa foi em forma de 7 rapazes e 7 moças atenienses enviados para Creta, onde seriam colocados no labirinto para serem devorados pelo seu filho monstruoso, o Minotauro. Na terceira remessa de jovens, Teseu estava presente e resolveu intervir no problema. Entrou no lugar de um jovem e partiu para Creta para entrar no Labirinto. Na partida usou velas pretas para navegar e seu pai entregou-lhe um jogo de velas brancas, para usar caso saísse vitorioso na missão.
Com efeito, a linda Ariadne, filha do poderoso Minos, apaixonou-se por Teseu e combinou com ele um meio de encontrar a saída do terrível labirinto. Um meio bastante simples: apenas um novelo de lã.
Ariadne ficaria à entrada do palácio, segurando o novelo que Teseu iria desenrolando à medida que fosse avançando pelo labirinto. Para voltar ao ponto de partida, teria, apenas, que ir seguindo o fio que Ariadne seguraria firmemente. Teseu avançou e matou o monstro com um só golpe na cabeça.
No caminho de volta para na ilha de Naxos e de lá zarpa, deixando Ariadne dormindo. Esta é a versão mais conhecida e numa outra é Dionísio que pede para Teseu deixar a jovem lá. Como presente de núpcias para Ariadne, Dionísio lhe deu um diadema de ouro cinzelado feito por Hefesto. Este diadema foi mais tarde transformado em constelação. Dionísio e Ariadne tiveram quatro filhos: Toas, Estáfilo, Enopião e Pepareto. Em outra variante, Teseu abandona Ariadne porque amava Egle filha de Panopleu. Em uma quarta variante, leva Ariadne para a praia da ilha para amenizar seu enjoo. Um vento muito forte deixa o navio à deriva e quando ele consegue voltar encontra a princesa morta.
A próxima escala foi na ilha de Delos, onde consagrou uma estátua de Afrodite, presente de Ariadne. Depois ele e seus companheiros realizaram uma dança circular que se tornou um rito na ilha de Apolo e foi executado por muito tempo.
Ao se aproximar de Atenas, Teseu esqueceu de trocar as velas negras pelas velas brancas e seu pai, quando avistou o navio, achou que ele havia morrido na empreitada, atirando-se do penhasco e precipitando-se no mar, que então passou a levar o seu nome.
Subindo ao trono, Teseu organizou um governo em bases democráticas, reunindo os habitantes da Ática, fazendo leis sábias e úteis para o povo. Vendo que tudo corria bem e os atenienses estavam felizes, Teseu mais uma vez se ausentou em busca das aventuras que tanto apreciava.
Teseu liderou uma luta contra as Amazonas e suas origens são contadas com alguma diferença. Numa das versões lutou junto com Héracles e recebeu como prêmio a Amazona Antíope e teve com ela um filho chamando Hipólito. Em outra versão Teseu foi sozinho à terra das Amazonas e raptou Antíope. Então as Amazonas invadiram a Ática para vingar o rapto. Numa terceira variante, as Amazonas invadiram Atenas, pois Teseu tinha abandonado Antíope para se casar com a irmã de Ariadne, Fedra. De qualquer maneira, para comemorar a vitória sobre as Amazonas os atenienses instituíram as festas chamadas Boedrômias.
Em uma de suas aventuras com Pirítoo resolveu raptar Helena, ainda uma criança, e logo em seguida ir ao Hades raptar Perséfone. Este fato foi estimulado porque as duas eram de ascendência divina. Resolveram que Helena seria esposa de Teseu e Perséfone de Pirítoo. Os heróis foram a Esparta e raptaram Helena de dentro de templo de Ártemis, mas não contavam que os irmãos da jovem, Castor e Pólux, fossem atrás da irmã. Teseu levou Helena para Afidna para ficar sob os cuidados de sua mãe Etra e foram ao Hades raptar Perséfone. Durante esta aventura Castor e Pólux conseguiram resgatar a sua irmã. Este resgate foi facilitado por Academo, que revelou o esconderijo da princesa. No Hades foram convidados pelo seu rei para sentarem e comerem, com isso ficaram presos nos assentos infernais. Quando Héracles foi ao inferno libertá-los, somente lhe foi permitido levar Teseu, ficando Pirítoo preso na 'cadeira do esquecimento'.
Quando Teseu retornou para Atenas encontrou a cidade transtornada e transformada. Cansado de tanta luta e do trabalho administrativo, enviou seus filhos para Eubéia, onde reinava Elefenor (enganar com promessas), e resolveu morar na ilha do Ciros. Licomedes (o que age como lobo), o rei da ilha de Ciros, sentindo-se ameaçado, resolveu matar o herói, jogando-o de um penhasco. Mesmo depois de sua morte, o eidolon (alma sem o corpo) de Teseu ajudou os atenienses durante a batalha de Maratona, em 480 a.C., afugentando os persas.
Depois de sua morte, porém, os atenienses, arrependidos, foram a Ciros buscar suas cinzas e ergueram-lhe um templo magnífico.
Esta fábula, que tem sido objeto de investigações dos historiadores, parece indicar que Atenas, durante muito tempo, esteve dominada pelos reis de Creta, que lhe exigiam pesados tributos. O episódio de Teseu e do Minotauro deve indicar uma revolução que libertou os atenienses.
Escavações realizadas na ilha de Creta, no início do século, revelaram a existência de um grande palácio provido de imensos corredores que lembravam um labirinto. Por outro lado, afirmam os especialistas que existem elementos que permitem dizer que os reis de Creta usavam, em certas festas e cerimônias religiosas, máscaras representando cabeças de touros.

domingo, 1 de julho de 2012

Hades e Perséfone

Deméter (Ceres), deusa dos campos dourados, que trabalhava incessantemente junto aos homens, ensinando-lhes o plantio e a colheita de trigo, tinha uma filha chamada Perséfone (Proserpína), uma jovem virgem adolescente com os cabelos dourados como os raios de Sol. Sua mãe, Deméter, a incumbia de colher ramos de trigo em um campo separado dos outros, preservando-a do contato com os homens. No mundo subterrâneo habitava um deus chamado Hades (Plutão), senhor dos infernos e do mundo dos mortos. Em uma de suas passagens pela superfície, Hades avista Perséfone nos campos de trigo e se apaixona imensamente por ela. Indo em sua direção, agarra-a pelos cabelos e a coloca em sua carruagem negra puxada por cavalos negros que soltavam chamas verdes das ventas. A terra se abre num terremoto e Hades rapta Perséfone, levando-a ao seu reino nas profundezas.
Lá, amarrando-a em sua cama, a estupra dezenas de vezes. Na superfície, ao fim de mais um dia de trabalho, Deméter percebe o desaparecimento de sua filha e, desesperada gritava seu nome pelos campos. Depois de nove dias e nove noites, desiludida e cheia de dor, Deméter torna-se estéril e a vegetação sob seu domínio responde da mesma maneira, tornando a terra infértil e árida, trazendo a fome e a desolação aos homens. No Olimpo, Zeus (Júpiter), irmão de Hades, que tinha assistido a tudo, resolve intervir, chamando Hermes (Mercúrio) para ir até as profundezas para convencer Hades a libertar Perséfone. Somente ele tinha condições de entrar nos infernos por possuir a palavra sagrada impronunciável que abria os portais do mundo dos mortos. Sendo o deus da palavra ele havia um dia conseguido escutar esta senha e a repetir, tendo livre acesso ao reino de Hades. Indo até lá e encontrando Hades, surpreende-se. Ao tentar convencê-lo a libertar Perséfone, Hades diz que ele poderia levá-la a qualquer instante.

Sua surpresa maior foi pelo fato de que Perséfone se recusava a voltar à superfície. Após ter conhecido o prazer e ter se sentido fértil, conhecendo os frutos da romãzeira dados por seu esposo Hades, que a deixara uma mulher exuberante e madura, negava-se a sair de lá, local onde tinha se transformado e tido contato com o outro lado da vida e se apaixonado por seu amo e senhor. Hermes leva a questão a Zeus, que percebendo não poder interferir nas questões do amor entre ela e seu irmão, profere uma sábia sentença : Perséfone não se separaria de Hades, que tanto amava, mas não poderia deixar sua mãe que, triste, não permitia a terra produzir alimento aos homens. Decide então que ela passaria nove meses na superfície, junto a sua mãe Deméter, período de florescência, maturação e colheita. No período invernal, nos três meses seguintes, enquanto a terra dormia, passaria em companhia de seu esposo Hades. Perséfone deveria realizar este serviço imposto, tomando consciência de que serviria ao esposo, dando-lhe prazer e recebendo amor, mas que também serviria à terra, à mãe e à natureza.

O período em que Pérsefone fica no Mundo Inferior é conhecido por Outono e Inverno, época em que as folhas caem, as plantas estão morrendo e deixando um cenário frio e triste nas cidades. E quando Perséfone volta a superfície o período é conhecido por Primavera e Verão, as flores desabrocham, o sol resplandece e Deméter se alegra
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